sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Endo, Meso ou Ecto - Qual o seu tipo?

Os Tipos Constitucionais são organizações somáticas herdadas e determinam o modo como as pessoas experienciam a si mesmas e como o mundo faz sentido para elas.

Segundo Willian Sheldon, pioneiro da tipologia constitucional, cada pessoa nasce com uma disposição constitucional que está ligada às camadas embriológicas, essas camadas são: camada visceral, constituída dos órgãos internos; tecido conjuntivo, constituído de músculos, ossos e coração; e camada superficial, constituída de pele e nervos.

Os Tipos Constitucionais:

Endomórfico - Emoção - Contato
Corpo: em formato de pêra, peito e pelve grandes.
Características: sociáveis, pacientes e bons cuidadores. Presença forte. Viscerais. Respostas lentas.
Relacionamento: gostam de reunir pessoas em torno de si. Possuem compaixão e empatia. Buscam intimidade e prazer sexual, mas podem se tornar invasivos e exigir ser servidos pelos outros.

Mesomórficos - Ação - Movimento
Corpo: quadrado, ossos e músculos fortes.
Características: ativo, aventureiro, amante de atividades físicas. Em busca de um sonho.
Relacionamento: poder e conflito, ganhar, perder ou recuar. Preferem aproximar-se dos outros. Simpáticos e empáticos, muitas vezes lhes faltam suavidade e compaixão.

Ectomórfico - Pensamento - Sensorial
Corpo: membros, pescoço e dedos longos, cabeça pequena.
Características: alertas, atentos, cautelosos, sensíveis, tímidos e furtivos. Coletores de informações.
Relacionamento: independentes, gostam do contato mas sem excessos. O dilema é ter contato e ir embora sem ofender. Mais simpáticos que empáticos.


Cada uma de nós é uma combinação dos três tipos. Sentimos, pensamos e agimos. Cada tipo têm um código que os impulsiona para uma certa direção de vida. Porém, muitos problemas de vida podem ocorrer por causa da inadequação constitucional, como tipos constitucionais dos pais refletindo nos filhos ou papeis determinados pela sociedade.


Os Tipos Constitucionais na Dança de Salão:

Endomórfico: contato é com eles mesmo! Os cavalheiros são os mais atenciosos com os pares, as damas são as que mais se entregam e se deixam conduzir. São mais lentos no movimentos mas os que mais sentem prazer na atividade. Como evitam atividades físicas, gostam do contato, da socialização e da agitação da dança. Se não conseguem encontra prazer em um passo, ritmo, dança ou parceiro, evitam a todo custo.

Mesomórfico: movimento e ação, essa é a praia deles. Aprendem com facilidade e executam com personalidade. Possuem resistência e força física e explosão muscular. Têm foco na execução e desempenho, querem fazer mais e melhor, adoram competir e aparecer. A aula, o par, a dança deve desafiá-los, se não perdem o interesse e se desmotivam. Cavalheiros tem uma tendência à usar a força para conduzir e as damas a executarem os movimentos sem condução.

Ectomórfico: tímidos, a dança é um desafio para eles, primeiro pelo contato, eles gostam de contato, mas não em excesso, abraçam mas não chegam muito perto, e em segundo porque possuem pouco consciência e contato com o seu corpo. Concentram uma atividade intensa na cabeça, quando esta deveria estar no corpo durante a dança. Têm baixa resistência física. Possuem uma percepção aguçado do par, do salão, do ambiente. Assimilam muito bem as técnicas e quando conseguem corporificar a dança são muito criativos.


Qual o seu Tipo Constitucional???


Referências Bibliográficas:
KELEMAN, Stanley. Amor e Vínculos: Uma visão somático-emocional. São Paulo: Summus, 1996.
KELEMAN, Stanley. Mito e Corpo: uma conversa com Joseph Campbell. São Paulo: Summus, 2001.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

5 ANOS ensinando Dança de Salão! Um resumo da minha história.

Neste início de Fevereiro estou completando cinco Anos como Professor de Dança de Salão. O que começou como oportunidade, numa demanda de necessidade e com um medo, foi envolvendo, tomando conta, e já há alguns anos virou profissão, e estou muito satisfeito e feliz com ela!!!

Para quem quiser conhecer vou contar resumidamente minha história com a Dança de Salão.

Começou ainda criança, eu tinha uns 10 anos e naquela época minha família costumava se encontrar bastante para comemorar os aniversários, e duas primas minhas com mais duas primas delas dançavam lambada ao som do Trem da Alegria, eu ficava morrendo de vontade de dançar, mas a vergonha me dominava! Então prometi para mim mesmo que quando eu crescesse aprenderia a dançar.

Em 2000, após ter feito um ano de faculdade e trancado, pensei no que poderia fazer no meu tempo livre, então passando pela rua de casa vi uma faixa divulgando a turma de Dança de Salão em uma academia, aí me veio o start, é isso que eu vou fazer!

No camarim do Baila Floripa, 2003.

Convidei meus primos e fomos, fizemos aula e gostamos, então o professor indicou a escola de dança na qual dava aula, falou que as aulas na academia não desenvolviam muito. Fomos conhecer. O professor era o Carlinhos Moro e a escola a Oito Tempos (na época era da Sandra Ruthes e do Paulinho - antes de virar Jaime Aroxa). Fiz um ano de aula lá com o Carlinhos e a Sandra. Fomos para lá em 5 pessoas, um primo, as duas primas que dançavam lambada e uma tia delas. Eles foram parando gradativamente, ficamos somente minha prima Josi e eu. No ano seguinte fomos fazer aula com a Tatiana Asinelli, que havia sido parceira do Carlinhos. Boa época essa, tínhamos um grupo que saíamos para dançar umas três vezes por semana e ainda nos reuníamos na casa de alguém no fim de semana para praticar. Dessa turma fazia parte meu até hoje grande amigo Elias Ferreira, que citarei a frente.

Uma pessoa desse grupo, a Maria Alice, montou uma escola de dança, a Dançare, ela reuniu no mesmo lugar dando aula o Carlinhos e a Tatiana, foi bem bacana, mas escola não durou muito.

Nesse período estava namorando uma menina que conheci através da dança, e coreografados pelo professor dela, o Nil Ramos, dançamos, vestidos de punk, um soltinho no Baila Floripa de 2003, foi muito show!

No ano seguinte me afastei da dança por dois motivos, o primeiro é que sempre que saia com a namorada para dançar, acabávamos estressados, pois quando os movimentos não aconteciam como gostaríamos um culpava o outro - coisa que acontece com boa parte dos casais, mas que na época não soube lidar - e o segundo motivo é que comecei a fazer faculdade, aí não sobrava muito tempo e nem dinheiro.

Essa faculdade eu terminei! E o namoro também. Sou formado em Tecnologia em Marketing de Varejo pela OPET.

Minha primeira coreografia: Saudades de Jackson, 2006 - Diogo e Marcia.

Mas como a dança é algo viciante, não consegui ficar longe por muito tempo. Meu grande amigo Elias Ferreira havia se casado com a Janaisa, eles se conheceram na Dançare e eu tive a felicidade de ser padrinho do casamento. Ela já era professora de ballet e ele tinha muita vontade de dar aulas de Dança de Salão, então eles montaram uma escola no Capão da Imbuia chamada Primeiros Passos. Eu passei a frequentar, ajudando nas aulas, substituindo-os quando viajavam, fazendo aula de tango - eles dançavam muito bem Tango - Em 2006, tive a oportunidade de montar montar minha primeira coreografia, algo que já desejava a um tempo, um samba de gafieira, Saudades de Jackson, apresentado no espetáculo de fim de ano, A Praça é de Todos. Quem dançou comigo foi a Marcia Toledo, começamos como parceiros e terminamos como namorados.

Como eu tinha facilidade para ensinar, muitas vezes me perguntavam por que eu não dava aula, e eu sempre respondia que a dança era um hobby para mim. Até que em 2007 caiu no meu colo a oportunidade de dar aulas de Dança de Salão, o Elias havia sido convidado para dar aula em duas academias, mas para ele não era interessante deixar sua escola, então ele me indicou. Naquela época eu era proprietário de um Café & Confeitaria. Como todo início de negócio tem suas dificuldades e o dinheiro que entrava lá mesmo ficava, então eu aceitei para ter uma renda extra.

Assim comecei, com medo que a minha paixão depois que virasse obrigação perdesse o encanto! Na Academia Débora de Carvalho fiquei por seis meses e na Academia Vip Fit estou até hoje. A Marcia era minha assistente no início. E o medo era apenas uma ilusão, a paixão ganhou uma nova proporção! O mesmo tesão que tinha dançando, tinha dando aula!

Espetáculo Duas Artes da Flor de Lótus, 2009 - Diogo e Daniele Brongel.

O meu empreendimento eu cansei e vendi em 2007, nove meses depois de ter comprado. Veio um novo trabalho, o desemprego, o trabalho como vendedor de carros, e sempre dando aulas!

Na metade de 2008, durante uma das minhas seções de terapias com florais, minha terapeuta me perguntou por que eu não trabalhava só com dança, já que era algo que eu gostava e alguns meses ganhava mais do que como vendedor! Aquela pergunta foi um choque para mim! O medo inicial voltou! Dar aulas de dança ainda era um trabalho complementar, que se eu não quisesse mais era só parar, mas a partir do momento que virasse minha única fonte de renda não seria fácil voltar atrás, além de que eu já contava com 27 anos de idade, já tava na hora de dar certo em alguma coisa e, a imagem que passam é que não é fácil viver da arte. Mas felizmente tem dado certo! Sabe quando te dizem para trabalhar em algo que gosta, que você faria de graça se não precisasse do dinheiro? Eu sei muito bem o que é! A sensação que eu tenho é 'ainda me pagam para fazer isso'!

No final de 2008, no período da crise que abalou principalmente o mercado automobilístico, as lojas começaram a demitir, pedi para ser incluído nessa lista. E, a partir do 2009, passei e me dedicar integralmente a carreira de Professor de Dança de Salão!

Coregrafia Trio Forrozeiro no Espetáculo Sensações da Dance Sempre, 2010.

No meu currículo tenho:
Academia Vip Fit - 5 anos;
Stark Sports - 4 anos;
Play Academia - 2,5 anos;
Dance Sempre Espaço Cultural - 2 anos.

Além dessas que trabalho atualmente, tive:
Academia Débora de Carvalho - 6 meses;
Academia Heavy Weight - 2,5 anos;
Estúdio Flor de Lótus - 1 ano;
Academia Flex - 1 ano.


Tenho metas, projetos, idéias... Uma das metas é publicar um estudo que estou fazendo sobre Dança de Salão e Psicologia Corporal, minha especialização termina no final do ano, ainda tenho um tempinho. Uma idéia é ter minha própria escola, mas essa não tem urgência. E tem outras coisas, que conforme a oportunidade vocês acompanharão por aqui.


Quero aproveitar para deixar aqui meu agradecimento às pessoas que tiveram participação importante nessa história:
Amigos: Elias Ferreira e Janaisa Maes.
Mestres: Carlinhos Moro, Tatiana Asinelli, Sandra Ruthes, Giuliana Mafio e JuChocolate.
Alunas, amigas, parceiras, assistentes, e algumas também namoradas: Marcia Toledo, Kelly Cristina, Viviane Lazzeris, Laís Alves, Carolina Rocion e Aline Michels.
Pessoas que acreditam no meu trabalho e me dão oportunidade: Alex Colin, Regina Monticelli e André Vicente.
Alunos e amigos: Luis e Rosangela Duarte, Rafael Adão, Daniele Oliveira, Eliane Camargo e muitos outros que deixariam essa lista infinita mas que se não estão próximos corporalmente o estão virtualmente.

Muito obrigado a todos que ajudaram a construir essa história e aos que ainda fazem parte dela!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Um vídeo para exemplificar a última postagem

Vi esse vídeo poucos dias depois da minha última postagem, a de 'Técnica e Espontaneidade na dança', e ele exemplifica muito bem o que escrevi lá. A dança não é de salão, mas é um duo e tem o mesmo valor!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Técnica e Espontaneidade na dança

Algumas pessoas já sabem, também já citei em outras postagens aqui, que estou fazendo uma especialização em Psicologia Corporal, com o objetivo de trazer e desenvolver novas ferramentas para trabalhar a dança de salão. E têm sido muito satisfatório os resultados, estão indo muito além das minhas expectativas inciais. Minha meta é publicar esse estudo. Enquanto isso não ocorre vou postando aqui algumas idéias, teorias e resultados das experimentações.

Tenho observado muito a forma de dançar das pessoas, desde iniciantes até profissionais, passando pelos estilos de cada ritmo, e com isso analisando o que agrada e o que não, e o porque. Essas observações tem um objetivo de estudo e também de acrescentar na minha forma de dançar e de lecionar.

Uma coisa que tem me chamado muito a atenção é que muitos dançarinos se apegam demais as técnicas, ou a passos, e esquecem de pôr sentimento na dança, o que para mim deixa um imenso vazio! É como ver uma bailarina de caixinha de música, não tem vida! Mas o contrário também não satisfaz! É gostoso ver um casal se divertindo no salão, mesmo sem nenhum conhecimento de dança, apenas vivendo o momento, a sua alegria é contagiante, mas fica faltando um conhecimento de causa para que os seus movimentos causem o mesmo sentimento.

Então meu ideal de como deve ser a dança vagava entre essas duas idéias, mas sem ter chegado a uma definição ainda, até que lendo o livro Bioenergética de Alexander Lowen (a Bioenergética é uma das linhas da Psicologia Corporal), no capítulo de Auto-expressividade e espontaneidade, o autor citou: "O desafio do artista é como manter um alto nível de execução sem perder o sentimento de espontaneidade de suas ações, que confere vida e prazer ao que estiver fazendo." É isso!!! É preciso ter técnica para atingir um alto nível, mas também precisa ter vida, sentimento e prazer durante a execução, precisa ser espontâneo, senão pode até ser bonito, mas nunca será encantador!!!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Curso de Dança para professores da Prefeitura de Curitiba

Nos dias 26 e 27 de julho, ministrei um curso de dança para os professores de Educação Física da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer da Prefeitura Municipal de Curitiba. As aulas foram na Dance Sempre Espaço Cultural e os ritmos abordados foram Forró, Samba de Gafieira e Salsa.

Galera muito animada e participativa! Gostei muito das aulas! Abraço a todos que participaram do curso!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Dois Anos!!!

Um dia uma aluna me deu a ideia de criar um blog para divulgar o meu trabalho com a Dança de Salão, no início exitei um pouco, pensei que daria muito trabalho para manter, mas decidi fazê-lo. E neste mês o blog está completando 2 anos! São mais de 100 postagens e 13.000 visitantes com quase 20.000 páginas vistas e 35 membros! Podem não serem números assim tão expressivos, mas para um site sem fins comerciais e praticamente sem divulgação, ao meu ver são ótimos!

No geral, os resultados do trabalho me deixam feliz, como a quantidade de visitantes, os comentários, a postagem mensal "Agenda da Dança" que é bastante consultada (muitos já me falaram que quando querem sair para dançar entram no blog para ver a programação). Um caso em particular me deixou muito feliz, um casal nordestino e praticantes de danças de salão estavam a passeio em nossa cidade e procuravam um lugar para dançar, no google acharam a Agenda da Dança do blog e foram no baile da Flor de Lótus (estúdio que eu dava aula naquela época), quando eles me contaram essa história me senti gratificado por todas as horas de dedicação ao blog.

Mas confesso que muitas vezes me sinto escrevendo para NINGUÉM! No mês passado foram sete postagens, falei sobre minha ideia de estudo, postei um trabalho da pós, comentei sobre um programa de dança na TV, postei textos interessantes que recebi por e-mail, abordei um tema polemico na dança e: Nenhuma participação! Nenhum comentário! Ninguém para concordar, discordar, acrescentar, incentivar, questionar... Nada! Nenhum comentário em nenhuma das postagens! Se eu não tivesse acesso as estatísticas de visitas mensais teria certeza que ninguém leu o que eu escrevi, mas foram mais de 600 visitantes e 800 páginas vistas! Muita gente leu! Isso serve de consolo, mas não me deixa muito feliz...

Fazendo um comparativo, recebi o e-mail 'Misturando Activia', muito engraçado! repassei para boa parte dos meus contatos, obtive 7 respostas, e aí postei a frase “Misturei Activia com Johnny Walker e agora tô cagando e andando” no meu Facebook, 9 pessoas curtiram e obtive 8 comentários... Aí fiquei pensando, será que estou escrevendo e postando sobre as coisas erradas ou as pessoas gostam de ler temas com conteúdo mas só gostam de participar se for 'engraçado'??? Ainda estou com essa dúvida, mas não sei se adianta pedir ajuda por aqui... (desculpa o desabafo, mas estava precisando).

Quero agradecer a todos que acompanham o blog, e aos que ajudam a divulgá-lo! Espero que possamos nos encontrar por aqui por muito mais tempo!

Abraço e muita dança!