segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O Tônus Muscular na Dança de Salão




Tônus Muscular - Conceituações

O Tônus muscular é o estado de tensão elástica (contração ligeira) que apresenta o músculo em repouso. O tônus muscular pode apresentar-se alterado numa avaliação diagnóstica. Quando o tônus muscular estiver aumentado (musculatura rígida), denomina-se hipertonia e quando o tônus apresentar-se diminuído (musculatura flácida), denomina-se hipotonia. (Wikipédia).

Quando o tônus muscular é equilibrado, é chamado de eutonia pela Psicologia Biodinamia. Todos experienciamos no decorrer da vida situações traumáticas, principalmente na fase infantil. Criamos defesas emocionais para lidar com estas e futuras situações a que tenhamos que vir a enfrentar. Estas defesas se apresentam em nossa mente e em nosso corpo. Uma das formas de manifestação no corpo é através da tonificação muscular.

Quando inibimos o fluxo de uma excitação, como prazer, angústia ou raiva, por exemplo, contraímos a musculatura, fazendo com que ela enrijeça e geramos a Hipertonia.

Quando o impulso é recuado para o inconsciente, deixamos de fazer contato com ele, a área do corpo que deveria estar envolvida na expressão é amortecida, perdendo os sentimentos e sensações normais dela, ocasionando a Hipotonia.

Para entender as alterações do tônus muscular, é importante considerar os fluxos de energia no organismo, dado que a hipotonia muscular está intimamente ligada a condições de baixa carga na região afetada. A falta de tônus, que é o gerador de limite, permite que a energia vaze, Na região hipertônica há grande concentração de energia, porém preza.

É difícil encontrar pessoas totalmente hipertônicas ou hipotônicas. É comum deparamos com musculaturas normais, hiper e hipo num mesmo indivíduo. Num corpo com predominância hipertônica, o corpo e a personalidade são excessivamente rígidos e inflexíveis, enquanto que no hipotônico são por demais maleáveis. Pessoas hipertônicas normalmente se adequam melhor às exigências sociais e são admirados por ter mais facilidade de conquistar dinheiro, parceiros sexuais e poder. Enquanto que indivíduos hipotônicos se mostram superiores se o critério priorizar itens como criatividade, desempenho artístico, desenvolvimento espiritual, intuição ou sensibilidade.

O tônus muscular varia conforme as situações, em situações de confiança e tranqüilidade, tende ao relaxamento. Por outro lado, ansiedade, medo e estresse evocam a hipertonia. Pode ser que um indivíduo se mostre hipotônico ou eutônico, mas, numa situação de vida determinada, reaja com hipertonia ao desafio. Ou ainda que se revele hipertônico, mas numa situação de conflito em sua vida reaja com resignação, colapso e hipotonia.

Eu gosto muito da analogia do tônus muscular com as cordas do violão, que se estiverem muito esticadas ou muito frouxas não produzirão um som claro e harmônico, assim acontece conosco, se a musculatura estiver muito contraída ou cronicamente relaxada, não responderemos harmonicamente às situções da vida quando formos tocados. O desafio está em conseguirmos afinar nosso corpo!


O Tônus Muscular na Dança de Salão

Como meu objetivo com o estudo da Psicologia Corporal é adquirir conhecimentos e ferramentas para melhorar o meu trabalho e a prática da Dança de Salão, esse tema veio muito a convir.

Para o bom dançarino se faz necessária uma boa tonificação! Primeiramente porque a musculatura é uma das principais responsáveis por manter a estrutura, a postura e o equilíbrio do dançarino. E segundo, porque a comunicação na dança entre o casal, se faz através do corpo, com a condução do cavalheiro e a resposta da dama.

O dançarino hipertônico, possui um corpo mais rígido, duro, o que faz com que seus movimentos sejam mecânicos, na maioria das vezes sem graciosidade, brutos e sem sentimento. O hipotônico, com o corpo mais mole, possui pouca identificação com o corpo e pouca energia, tem maior dificuldade de cordenação e baixa resistência.

O excesso de tônus por parte do cavalheiro na condução faz com que seja bruta e desconfortável, enquanto que o baixo tônus que a condução seja incompreendida. O excesso de tônus por parte da dama na resposta das conduções faz com que a dançarina fique pesada e que limite os movimentos, e a falta de tônus faz com que não responda a condução ou que o faça de forma lenta e atrasada.

A Dança é uma ótima forma de tonificar a hipotonia, fazendo com que o corpo se carregue com mais energia e que adquira mais firmeza e resistência. Em compensação, se mal trabalhada pode aumentar a rigidez em hipertonias e contrair musculaturas normais (eutonia).

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Continuar no raso ou mergulhar???


- Vai continuar aí? no raso?
- Han?
- É isso! Por que não mergulha?
- É que... sei lá... dá medo!
- Medo do quê?
- Não sei...
- Medo de ser inundado?
- É, talvez... medo de perder o controle!
- E se isso acontecer?
- Não sei! Por isso é que dá medo?
- Acha que isso pode te matar?
- (silêncio) Não!
- Então?
- Mas é que... eu não sei como vai ser! o que vou sentir... pode ser muito bom, mas também pode doer!
- Só tem uma forma de descobrir!
- Ah, falar é fácil!
- Você está feliz aí no raso?
- Não!
- Quer continuar vivendo assim?
- (silêncio) (uma suspirada) Não...
- Então mergulha!
- Mas o mar não parece dos mais tranquilos...
- Nem sempre o mar que precisamos mergulhar é o mais tranquilo, mas aquele que se encontra a nossa frente e que não conseguimos desviar.

sábado, 28 de julho de 2012

O que a Dança significa para você?

- O que a Dança significa para você? - perguntaram para mim.


- Tudo! É o meu trabalho e também o meu lazer! É onde eu me encontro e também onde me perco! Onde faço contato com parceiras, amores, amigos, ambientes, música! Contato comigo, com o meu corpo e com meus afetos! É onde eu posso ser eu mesmo, ou ser qualquer um, ou ninguém! Onde posso assumir os meus vários Eus e as minhas várias formas! É a minha máxima expressão! Um momento de desligar do mundo externo e viver ali, com tudo o que a dança, a música, o ambiente, o par, as emoções, os sentimentos podem me proporcionar durante aquela dança!


Dançar para mim é viver visceral e intensamente!!!



E para você, o que a Dança significa? Aproveite o espaço dos comentários e compartilhe conosco! ;) 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Alma?


Começou na sexta à noite! Não, antes, durante o dia. Enquanto fazia o trabalho da pós. Cola um pedaço aqui, emenda ali, complementa cá... O texto tinha coerência, mas faltava algo... uma identidade! A noite, durante a aula, a professora cita um sociólogo, que diz que as pessoas estão performáticas, agem conforme dita a sociedade, não possuem um jeito seu.

Sábado, estava mais atento e espontâneo durante suas aulas. Para compensar a semana anterior, onde saiu esgotado e concluiu que deveria ter respirado mais, sentido mais. Um fato chamou a atenção: os alunos dançando mecanicamente uma rica música. Mas já era a última da aula, não dava mais tempo de trabalhar, ponto para a próxima aula. A amiga tinha feito a mesma leitura. 

A noite, o monólogo que assistiu, falava de um advogado arrogante. Arrogante não só como profissional, mas como pessoa. Prepotente e ausente de sentimentos. Ocorre um suicídio. E abate sobre o personagem, um sentimento de culpa ou perda, não sei se um ou os dois, mas que o faz refletir sobre sua vida. Percebendo que era uma vida sem sentido, passou a morrer um pouco a cada dia.

No domingo, o tema da aula, na pós, era Monografia. A professora, que não era a mesma de sexta, começa falando de alma! Alma? Numa aula de monografia? Sim! Devemos envolver nossa alma em tudo o que fazemos! Caramba! Esse tema tá recorrente no fim de semana! Vários nomes, várias formas! E fecha com Alma!? Faz sentido... Vou até escrever sobre isso! 

Na segunda acorda com a idéia latente de escrever sobre o tema. Num daqueles diálogos internos, uma voz diz: - porque não escreve em forma de conto? – Mas eu nunca escrevi um conto! – Tenta!


“Quando a alma está envolvida, o trabalho não é realizado apenas pelo ego, ele vem de um lugar mais profundo, e por isso não é desprovido de paixão, espontaneidade e graça”. (Thomas Moore)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A Dança - por Alcione Lara

por: Alcione Lara (fiapo)

Mexer-se é bom demais! Acompanhado então, maravilhoso. E com música....
Parece óbvio. E, é? Não sei. Sinceramente, tenho a impressão que no Brasil musical, pouco se dança. Saculejar-se - não sei se existe esta palavra -, é da nossa cultura mas dançar, dançamos mal e pouco. Prova disso são as mulatas que em grande numero sambam no pé mas em geral não sabem dançar um samba conduzidas por um cavalheiro.
Dança no meu entendimento, deveria fazer parte do curriculum escolar básico. Assim, desde pequenos dançaríamos e com certeza teríamos em nossa formação um valor agregado maior.
A dança, faz bem à saúde. Pelo mexer-se, fisicamente. Pelo relacionamento social, psiquicamente/emocionalmente.
Especficamente, a dança de salão dá suportes interessantes à educação para o relacionamento e convívio social em geral.
O cavalheiro na aprendizagem da condução, desenvolve a atenção para as damas, desenvolve a gentileza e a capacidade de moderar a sua força e orientá-la no sentido mais eficaz e delicado enquanto que a dama, aprende a valorizar-se e conter-se e esperar o momento mais preciso para participar do movimento cênico de acompanhar o cavalheiro.
Tivéssemos aulas de dança desde pequenos, seríamos mais gentis, sensuais, cortezes e ao mesmo tempo mais efetivos na maneira de ser e fazer, seríamos mais alegres e saudáveis sem dúvida.
Isso é o que penso no geral para todo mundo.

Coreografia de Samba no Espetáculo Sensações da Dance Sempre, 2011.

Pra mim a dança tem me dado muito.
Comecei aos 59 e alguns meses a dançar. Me sacudia pois dançar não sabia.
Tenho conhecido e convivido com pessoas interessantes fazendo novas amizades, ouvindo e conversando e rindo muito. Acho que sou o aluno mais velho na escola e me sinto um piá no meio dos piás e das meninas a maioria de menos de 30 anos.
O mexer-se, tem feito muito bem para minha saúde e a aprendizagem também pois além do desafio físico está presente o mental e emocional.
De início, tinha vergonha e medo do contato com as damas.... coisas da educação de outros tempos. Tive a oportunidade inclusive de superar o desafio de dançar com um homem quando certo dia não havia damas suficientes na aula e hoje posso rir, mas naquele dia tive de superar um desconforto inexplicável pela ignorancia de então. Dancei aprendendo com o professor Diogo, meu primeiro professor de dança.
Pois é, passaram-se mais uns tres meses e o professor Samuel também da Dance Sempre me convidou para fazer parte de uma apresentação num espetáculo da escola Dance Sempre... e lá fui eu, meio atrapalhado e empurrado pela turma e ajudado por todos e acabei fazendo parte do desenvolvimento e apresentação de uma coreografia belíssima criada pelo citado Samuel.
Finalizando, digo que a dança tem feito bem à minha saúde física, mental e emocional e além disso tem me oferecido muitas escolhas de amizade e aprendizado.
Recomendo a dança para todos!
Abraços.