terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Maior Roda de Cassino do Brasil!!!

Durante o Congresso Mundial de Salsa do Brasil, realizado em São Paulo em outubro de 2010, como parte da comemoração de 10 anos do evento, foi realizado a maior Roda de Cassino do Brasil, com 194 pessoas de 16 estados brasileiros e ao todo de 5 países (Brasil, Cuba, França, Alemanha e Portugal).

Eu fiz parte dessa roda!  \o/

Para quem quiser conferir os participantes da Roda de Cassino Gigante é só entrar no site do Congresso: http://www.salsacongress.com.br/conteudo/atividades-/rueda-gigante-256.mstp

Vejam o vídeo:

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O velho Forró conquista seguidores entre a classe média urbana

Por: Adriana Caitano (www.veja.abril.com.br)

Jovens dos grandes centros formam comunidade dedicada ao estilo difundido a partir do Nordeste há mais de cinquenta anos.

O que você seria capaz de fazer por amor à música que gosta de ouvir? Enfrentaria 20 horas de estrada quatro vezes ao ano para ir a um lugar onde pudesse escutá-la durante uma semana, o dia todo? Deixaria de lado amigos que não compartilham do seu gosto? Gastaria todo o seu salário em shows e discos de vinil antigos? Tatuaria a sua paixão no corpo? Pode parecer loucura de algum amante do rock – vide as tatuagens de fãs de Paul McCartney e Lou Reed –, mas ações como essas são praticadas em nome de um ritmo genuinamente brasileiro: o forró. Nos últimos dez anos, longe da TV e das agendas dos produtores de grandes shows, jovens universitários espalhados pelo Brasil – e até fora dele – criaram uma comunidade capaz de excessos pelo gênero consagrado por Luiz Gonzaga (1912-1989). E nesta segunda, data do aniversário de Gonzagão, voltam a arriscar passos para comemorar o Dia Nacional do Forró, criado em 2005.

Não se trata do forró universitário, aquele que esteve na onda nos anos 1990 (leia mais abaixo). Aqui, o altar é armado para o autêntico forró pé-de-serra – nome que remete a arrasta-pés como aqueles de que Gonzaga tomou parte no sertão, ao pé de uma serra. O legado do ídolo tem uma fórmula simples: sanfona, triângulo e zabumba. É o que basta para garantir horas e horas de animação. Uns curtem o show de perto, pulando e cantando – sim, eles sabem de cor letras de músicas criadas cinquenta anos atrás. Mas a maioria também dança. As meninas vestem saia rodada, sapatilha ou sandália rasteira – salto alto aqui é contra a etiqueta. Os meninos, bermuda e chinelo. Testa com testa, barrigas encostadas, corpos abraçados, rodopiam a noite inteira. Engana-se quem pensa que são todos nordestinos. Boa parte dos seguidores do forró sequer conhece o Nordeste ou tem ligação com ele. São paulistas, cariocas, mineiros, curitibanos, brasilienses e capixabas que descobriram o ritmo difundido ainda antes de nascerem. Poucos chegaram a ver Gonzaga vivo, mas o têm como mestre absoluto. Até de santo ele é chamado.

Os festivais - Não há meio termo. Quem entra na dança entra de cabeça. Ir ao forró duas, três vezes por semana é pouco. Ouvir forró em casa, no trabalho e no carro também é pouco. À semelhança de drogas estimulantes, o ritmo causa uma espécie de dependência. Para se satisfazer, seus adeptos criaram festivais, quase sempre em sítios afastados dos centros urbanos. Há pelo menos cinco grandes eventos por ano, com nomes que lembram o purismo dos adoradores do chamado forró pé-de-serra, o mais tradicional: o Rio Roots, no Rio de Janeiro; o Rootstock, em São Paulo; o Brasil Roots, no Espírito Santo; o mineiro Minas Roots, e o brasiliense Cerrado Roots. Roots é o plural da palavra inglesa root, que significa raiz. O termo também serve às acomodações dos festivais, onde todos acampam em barracas, dividindo banheiros e passos de dança. 

Além dos cinco festivais citados, há aquele que talvez seja o mais representativo do gênero no país, o Festival Nacional de Forró de Itaúnas, vila capixaba conhecida como a Meca do forró. Criado em 2000, o evento tem caráter competitivo e busca revelar talentos do estilo. Durante dez dias, jovens do país inteiro ocupam as pousadas do local – e forrozeiro que se preze tem de ir pelo menos uma vez a Itaúnas – para assistir aos shows ou dançar forró na praia, nos bares, nas padarias e no meio da rua.

O grupo de forró universitário Falamansa

Origem - A maioria chegou ao forró nos anos 1990, levada pela onda do chamado forró universitário. O Trio Virgulino, composto por três pernambucanos, foi o precursor da moda. “Nós começamos fazendo shows do jeito tradicional para os estudantes da USP(Universidade de São Paulo). O público foi aumentando até não caber mais. Então, alguém viu potencial financeiro naquele público e criou o termo forró universitário para atrair mais gente”, conta Enoque Virgulino, sanfoneiro e vocalista do trio, que já tem 30 anos de estrada. O estilo ganhou maior visibilidade quando três jovens paulistas convidaram um sanfoneiro nordestino e pularam com ele da plateia para o palco, criando o grupo Falamansa. Além de tocar os forrós antigos, a banda salpicou o ritmo com toques de reggae e letras urbanas que – diferentemente das nordestinas, que tratavam de seca – falavam de alegria, amores bem resolvidos e consciência ecológica. O grupo foi um estouro, reuniu multidões e vendeu mais de 2 milhões de discos. E segue fazendo shows.

Muitos dos que conheceram o forró a partir da leitura urbana do Falamansa ficaram curiosos para saber de onde vinha aquilo. Começaram a comprar discos de vinil e a pesquisar a história de Luiz Gonzaga e outros mestres do ritmo como Dominguinhos, que comemora o resgate. “São jovens que cresceram pesquisando forró na internet e estão levando o meu legado adiante.” 
Dominguinhos, herdeiro de Gonzagão

Enquanto ouviam os mestres, os próprios jovens foram criando suas músicas e formando seus trios. Influenciado pelo que ouvia de um tio sanfoneiro, Danilo Ramalho uniu-se aos dois irmãos – um deles mais tarde substituído por um amigo – e montou o Trio Dona Zefa. Saído de Campinas (SP), o trio conquistou o primeiro lugar do Festival de Itaúnas, em 2006, e ganhou o mundo. Em 2009, fez uma turnê de 15 shows por quatro países da Europa – Itália, Portugal, Inglaterra e Alemanha –, para onde deve voltar em 2011. “Além de brasileiros, havia estrangeiros na plateia que cantavam nossas músicas sem nem entender”, relata Danilo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Coreografia Trio Forrozeiro no Espetáculo Sensações da Dance Sempre


No dia 5 de dezembro a Dance Sempre realizou o espetáculo de final de ano chamado Sensações. Aconteceu no Teatro Fernanda Montenegro, com apresentações de alunos, professores e bolsistas. Com o auditório lotado, todos curtiram apresentações de dança de salão, ballet, dança do ventre, hip hop e jazz.

Levando adiante a idéia de dançar forró com duas damas, lembrando que começou como brincadeira, disso surgiu uma apresentação de improviso e agora a coreografia, qual será o próximo passo? workshop? rsrs. estamos aí! Segue abaixo fotos e o vídeo da apresentação no espetáculo:

Coreografia: Trio Forrozeiro;
Coreógrafo: Diogo Oliveira;
Dançarinos: Aline Michels, Carol Rocion e Diogo Oliveira.





Álbum de fotos:
Trio Forrozeiro - Espetáculo Sensações

Fotos: Viewfinder Studio.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Antes idiota que infeliz!

Por: Arnaldo Jabor

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só isso não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvída?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!" Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. 

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. 

Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois. 

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra que pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pista, Show ou Sala de Aula - Onde está o seu Palco


por: Gustavo Lilla (http://www.salsadesignseo.com.br)

Muitos de nós já ouvimos, ou mesmo pensamos, ao observar uma pessoa arrasando e curtindo muito na pista de dança: “Uau! Que fantástico! Quero fazer aulas com ele (ou ela).”. Ou ainda, após assistir a um show de tirar o fôlego: “Vou ficar só esperando ela(e) sair do camarim, e quero ser o primeiro a tirá-la(o) pra dançar. O baile está garantido!”. Quantos de nós já não fizemos ‘aquela’ aula de babar, ficamos encantados com os professores(as), e mal conseguíamos conter a ansiedade em vê-los em ‘ação’ nos shows da noite? Esses são apenas alguns exemplos de como podemos interligar essas diferentes manifestações salseiras. O ponto é que muitas vezes essas nossas expectativas não são plenamente atendidas, e surge a frustração. Vamos tentar entender um pouco do porquê.

Acredito que a esses casos citados acima, aplica-se perfeitamente o tal do “Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa”. Um bom dançarino de baile não é necessariamente um showman, um bom professor não arrasa necessariamente na pista, e o dançarino performático nem sempre consegue dar uma boa aula. Existem inúmeros exemplos disso, e eu não estou aqui para favorecer um em detrimento do outro, e reconheço que há por sua vez raros exemplos de profissionais que se destacam realizando excelentes trabalhos em duas ou mesmo em todas essas áreas. Quem poderia ainda afirmar que é mais fácil, ou melhor, se apresentar do que dar aulas, dançar na pista do que fazer shows, e assim por diante? O fato é que todos temos nossos próprios talentos, e sabemos onde nos sentimos plenos e realizados. Tudo tem seus méritos, e requer habilidades muito diferentes umas das outras:
  • Dançar na pista, curtir o baile, cada música, fazer o seu parceiro(a) sentir-se especial independente do seu nível de dança não é fácil, e as pessoas que fazem isso com maestria são consideradas as mais queridas. São aquelas pessoas que todos e todas querem ter por perto. Sinônimos de diversão garantida na balada. Esse é realmente um dom para poucos, e a recompensa vem na forma de encantadores sorrisos e abraços durante e depois da dança.
  • Fazer um show não significa apenas executar uma coreografia. Tem que amar estar lá, sendo observado, admirado, idolatrado e muitas vezes criticado por toda aquela platéia. Ahhh a platéia… o showman ‘vive’ para essa platéia! Nasceu para encenar, e consegue tocar a todos com a sua interpretação. É uma mistura de ator/atriz com dançarino(a). Não importa se o show durou dois minutos ou duas horas, o showman sempre vai sair com um gostinho de “num acredito que já foi!”. E aí? Vai encarar? Se esse é o seu palco, aproveite os aplausos e capriche nos agradecimentos.
  • Ser um professor vai muito além de passar passos e movimentos a um grupo de pessoas. Vídeos na Internet existem às pencas, mas nada substitui o professor. O verdadeiro professor deve estar preparado para formar e informar dançarinos, sejam eles futuros profissionais, baladeiros ou mesmo pessoas que querem aprender a dançar sem pretensão alguma – todos merecem qualidade de informação. Um professor deve buscar incansavelmente o aperfeiçoamento da técnica, conhecer a história do que está ensinando, pesquisar tendências e estar familiarizado com metodologias de ensino. Deve estar preparado para responder às perguntas de alunos que muitas vezes parecem crianças de 4 ou 5 anos com os seus “mas por quê?”. É… dá trabalho, mas a satisfação de olhar um aluno na pista se divertindo, matando a pau numa apresentação, ganhando competições ou mesmo se tornando um professor compensa todo o esforço. Melhor ainda quando nos damos conta de que esse aluno nos superou… missão cumprida!
Tudo isso seria muito lindo, se não tivéssemos uma pressão do mercado (do meio) para que um profissional de dança seja “fera” em tudo. Como já disse acima, são raros esses casos, e então entra em cena o famigerado e tão conhecido “ego”. Como parte da construção básica da personalidade, ele é fundamental. No entanto, ao nos tornarmos escravos de seus caprichos, arriscamos nossas carreiras e relacionamentos no mundo salseiro. Certa vez, conversando com um dançarino, ele me perguntou: “Gustavo, se uma pessoa chega pra você e diz que não gosta da sua aula, que sua aula é ruim, como você reage?”. Eu respondi que não há problema algum em pessoas não gostarem do meu ou do seu trabalho, e que graças a Deus existem diversos profissionais, professores que trabalham com metodologias e técnicas diferentes. Eu tentaria identificar os pontos de divergência entre a minha aula e o que ele quer, e o encaminharia a algum professor que pudesse atendê-lo. No que ele me respondeu: “É, taí a nossa diferença. Se alguém me disser que não gosta da minha dança, eu vou fazer de tudo pra mudar e fazer com que ela passe a gostar”. Boa sorte…

Pois é, vamos combinar que ninguém nem nada é unânime, e que o melhor é sempre agir de acordo com a nossa natureza. Você não vê um pé de caqui deprimido porque queria dar bananas. Abrace o seu talento! Salseiro conhece-te a ti mesmo… suba no seu palco, seja autêntico… e divirta-se!

domingo, 3 de outubro de 2010

Amigos

Alegria te mantém doce, desafios te mantém forte, tristezas te mantém humano, falhas te mantém humilde, sucesso te mantém reluzente. Mas, somente amigos te mantêm em movimento!

sábado, 2 de outubro de 2010

Viver ou Juntar dinheiro?

Texto de Max Gehringer

Há determinadas mensagens que, de tão interessante, não precisam nem sequer de comentários. Como esta que recebi recentemente.

Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico.

Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais. E assim por diante.

Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei. Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em ítens supérfulos e descartáveis.

Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária. É claro que não tenho este dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em ítens supérfulos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro por prazer e com prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.


"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO".